
E então, o que você vê? É bonitinho não é?
Para aqueles que apreciam artesanato, não é difícil se encantar por este pequeno pedaço de madeira cuidadosamente esculpido e pintado. Isso porque ele retrata algo que, muitas vezes, sabe nos descrever como ninguém: a música.
A música é pura quando nos cura, e também fúria quando lhe convém. E também pode ser dor, basta lhe propor! Mas é este embalo te faz sorrir tão bem.
Nós seres humanos temos costume de nos apegar a alguns objetos. De traduzir a eles, um valor único, que nos liga a toda uma imensidão de emoções que queremos (ou não) guardar. Mas o fato é que elas estão lá. E ninguém pode tirá-las de lá.
E este pequeno “toquinho” resume em seus pouco mais de cinco centímetros o meu passado e meu presente. E eu não sei no futuro, mas hoje, ele merece a mesma importância dos meus grandes sonhos. Afinal, ele é, indiretamente e sem culpa nenhuma disso, o elo de alguns deles.
O meu passado, ele carrega na vontade que eu tenho de passar horas olhando pra ele, e o quanto isso me faz sorrir pelos momentos que ele me faz lembrar. E às vezes, chego a imaginar que ele me sorri de volta, e tem a audácia de me dizer que não gosta que eu fique assim, o encarando sob o sol da manhã. É passado, na segurança de que ele é meu, e de que ele vai andar comigo aonde eu for, e eu sei que quando eu fraquejar, e minhas mãos tremerem, eu vou poder apertá-lo forte entre elas e as minhas lágrimas irão ceder.
Mas ele também é presente. E o é, porque eu vou ter que me acostumar que ele não é mais árvore e nunca vai voltar a ser. E também, porque ele carrega dentro de si a grandeza de ser do meu espírito. Algo que cabe na palma da minha mão.